In a few words, I would like to talk about leisure and share a significant episode of a very old woman of the group I’ve been studying since 2010, the Wednesday Tea programme.

It is a ritualised programme for old women. There are moments for conversations, moments for doing what they like the most, moments of prayer for their families and for themselves and in the end, they have a cup of tea and eat some cakes and sandwiches. Always at Wednesday at 2 pm, for women only.

Mastery in adversity

A very old woman, aged 80, that worked all her life as a rural worker, wanted to participate in this group. She was convinced that she needed a specific ability that she could share and show to her colleagues of the group. She didn’t know who they were, but she knew that they used to do things during the group gatherings. The problem was that this woman became blind some years before. But she wanted so much to participate in the group. Then she had an idea. She said to me, in an interview that she might still remember the art of knitting. She thought that if she imagined herself knitting in a dark room, she could remember it. She tried over and over… She said that it was very, very difficult, but then she made her first sleeping boots– or something similar to that! She practiced again and again. The moment to enter the group arrived. She now mastered the art of knitting. She began to do lots of sleeping boots to sell in the Christmas sale… and she decided to innovate her product: wonderful little sleeping boots for dolls that turned out to be a sales success!

Leisure and making a difference

This woman gives a huge contribution as to the facilitators of the programme as to other women and even thought to community people that heard about this. At the age of 80 she appealed to all her resources. Her determination, her involvement, her focus and her desire to achieve goals make of this a special case of personal overcoming.

Belonging to the leisure group was essential because she had the chance to pursuit significant goals, she had the competence for it and she improved her skills until she exceeded the initial goals. This woman had the chance to do what she really loves to do. She was focused on solutions to surpass the limitations of her recent blindness. Her attitude towards life is smiley and trustful. She is intrinsically motivated.

The need of being together with friends and doing useful and meaningful tasks is very relevant over our lifespan. A leisure group can be a determinant to motivate old people to have a physical and relational life and this can have a very positive impact in other areas as well.

References
d’Araújo, M. A. (2014). Avaliação de um programa de intervenção comunitária junto de um grupo de mulheres idosas no interior sul de Portugal. Dissertação de mestrado em Política Social não publicada, Lisboa: Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa http://hdl.handle.net/10400.5/8013

d’Araújo, M. A., Alpuim, M., Rivero, C., & Marujo, H. A. (2015). Possibilidades para envelhecer positivamente: Um estudo de caso com base na psicologia positiva. Revista E-Psi, 5(1), 40-75.

d’Araújo, M. A., Alpuim, M., Rivero, C., & Marujo, H. A. (2016). Narrative practices and positive aging: A reflection about life celebration in a group of old women. Journal of Women & Therapy, 39(1-2), 106-123. DOI:10.1080/02703149.2016.1116323

A importância do lazer ao longo da vida

Em poucas palavras gostava de partilhar um episódio significativo envolvendo uma senhora de muita idade, do grupo que tenho vindo a estudar desde 2010. O grupo Chá das Quartas.

Trata-se de um programa ritualizado para mulheres idosas, onde há momento de diálogo, momentos para realizarem as atividades ou tarefas que mais gostam, momentos de oração onde rezam pelas suas famílias e por si próprias, e, no final do encontro, é servido um chá com bolos e sanduiches. O encontro é sempre à quarta-feira às 14h. Um encontro exclusivamente para mulheres.

Mestria na adversidade

Uma mulher de muita idade, 80 anos, que toda a vida fora trabalhadora rural queria integrar o grupo. Queria ter uma habilidade especial que pudesse partilhar e mostrar às suas colegas do grupo. Não sabia quem seriam, mas sabia que no grupo iriam ser realizadas atividades durante os encontros. O problema era que esta idosa ficara cega seis anos antes. Mas a vontade de integrar o grupo era tão forte que ela teve uma ideia. Numa entrevista contou-me que a dada altura pensou que talvez se lembrasse de como fazer tricot. Pensou que talvez imaginar que estava a fazer tricot de luzes apagadas a ajudasse a recordar como voltar a fazer o tricot. Tentou e voltou a tentar…contou-me que foi muito, muito difícil. Mas entretanto conseguiu fazer as primeiras botinhas de dormir – ou algo parecido com isso! Praticou mais e mais. O momento de integrar o grupo chega finalmente, e, nessa altura ela já domina novamente a arte do tricot.

Esta participante começou a fazer inúmeras botinhas de dormir para vender na venda de Natal do grupo…e decidiu depois inovar o seu produto e fazer umas botinhas de dormir encantadoras mas para bonecas. Foi mais um sucesso de vendas!

Lazer e fazendo a diferença

Pertencer ao grupo de lazer foi essencial, porque ela teve a oportunidade de alcançar metas significativas, ela tinha a competência para isso e melhorou as suas capacidades até superar as metas iniciais. Esta mulher teve a possibilidade de fazer o que ela realmente gosta de fazer. Ela estava focada nas soluções para superar as limitações de sua recente cegueira. A sua atitude perante a vida é sorridente e confiante. Ela está intrinsecamente motivada.

A necessidade de estar com os amigos e fazer tarefas úteis e significativas é muito relevante ao longo da vida. Um grupo de lazer pode ser determinante para motivar as pessoas idosas para ter uma vida física e relacional e isso pode ter um impacto muito positivo em outras áreas também.

Referências

d’Araújo, M. A. (2014). Avaliação de um programa de intervenção comunitária junto de um grupo de mulheres idosas no interior sul de Portugal. Dissertação de mestrado em Política Social não publicada, Lisboa: Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa http://hdl.handle.net/10400.5/8013

d’Araújo, M. A., Alpuim, M., Rivero, C., & Marujo, H. A. (2015). Possibilidades para envelhecer positivamente: Um estudo de caso com base na psicologia positiva. Revista E-Psi, 5(1), 40-75.

d’Araújo, M. A., Alpuim, M., Rivero, C., & Marujo, H. A. (2016). Narrative practices and positive aging: A reflection about life celebration in a group of old women. Journal of Women & Therapy, 39(1-2), 106-123. DOI:10.1080/02703149.2016.1116323

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