The willingness to change the world in the classroom of EMAPP*

A few days ago, in a Portuguese EMAPP class, we were talking about the scope of our final projects when we realised that all of us wanted to “change the world”. Upon listening to this illation, that someone said out loud, we all agreed and laughed about the accurate and timely nature of the statement. In fact, all of our projects, in some way, support the desire to improve society, to contribute to the common happiness or to develop more positively the human beings and their belonging groups. As a matter of fact, positive psychology, as a scientific knowledge, seems to match perfectly with this shared purpose but why this happens? Do we all want to be superheroes or is there a scientific explanation for this desire to make a better world?

Generativity: When the legacy brings well-being

There is a concept that can explain this collective interest. It’s called generativity and belongs to Erikson[1] referring to the adults’ concern for and commitment to the well-being of the next generations as manifested in parenting, teaching, mentoring and other behaviors that aim to leave a positive legacy for future generations (for example, being a reference to someone, feeling useful, doing some volunteer work, etc). According to the model of the mentioned author, generativity can be reached at midlife which happens at the age of 35-60 years. What studies have shown is that generative individuals have higher levels of subjective well-being and happiness[2]. That is, generative individuals look for the well-being of others and, from this demand, achieve personal well-being. Generativity is also associated with creativity, leadership, solidarity as well as with measures of empathy and communal motivation[3].

Generativity and EMAPP, a possible relationship?

Returning to the EMAPP class that I mentioned earlier, can we raise the hypothesis that learning positive psychology could be an important contributor to the levels of generativity? In fact I don’t have the answer, but it seems to me quite possible that there is a positive correlation between learning positive psychology and generativity. It’s easy for a course like EMAPP to act like a laboratory of personal experiences that fosters participants’ generative spirit. It is therefore possible that the desire to change the world, expressed by the students of EMAPP, results from high levels of generativity rather than mere coincidence or statistical randomness.

Another piece of evidence, taken from EMAPP, which may support the hypothesis of a relationship between learning positive psychology and generativity, is related to the work of McAdams[4]. This author concluded that individuals with high levels of generativity create life stories of commitment where there is a reconstruction of the past and the anticipation of the future and where bad events are transformed into positive outcomes (called narratives of redemption). If we consider one of the EMAPP evaluation activities, students’ presentation of their Positive CV (a kind of appreciative autobiographical stories), we can conclude that the results of McAdams find replication. Indeed, many of the students tell stories that start with some adversity but end them focusing on differentiation and commitment to their lives and the lives of others.

All change starts with a first step

In short, training in positive psychology, may not be enough to change the world, but it seems to accumulate evidence of its contribution to a more generative people and this may be the first step.

About the Author: Rita is a psychologist from Portugal and she works in vocational training area. Lifelong learning is her motto. She loves science and poetry and all the products born from that union. She collects details from all over the world and likes to share them through writing and photography.

Gerar um mundo melhor: o contributo do EMAPP*

A vontade de mudar o mundo na sala de aula do EMAPP

Há uns dias, numa aula do EMAPP de Portugal, falávamos em grupo acerca do âmbito dos nossos projetos finais de curso quando chegámos à conclusão de que todas queríamos “mudar o mundo”. Ao ouvir esta ilação, pronunciada em voz alta por alguém, todas concordámos e rimo-nos do caráter certeiro e oportuno da afirmação. Efetivamente, todos os nossos projetos, de alguma forma, sustentam a vontade de melhorar a sociedade, de contribuir para a felicidade comum ou de desenvolver, de forma mais positiva, o ser humano e os seus grupos de pertença. Na verdade, a psicologia positiva, enquanto conhecimento científico, parece assentar na perfeição neste propósito partilhado, mas por que razão isto acontece? Queremos todos ser super heróis ou existem explicações científicas para esta vontade de mudar o mundo para melhor?

Generatividade: quando o legado traz bem-estar

Existe um conceito que pode explicar este interesse coletivo. Chama-se generatividade e pertence a Erikson[1] referindo-se à preocupação e compromisso que os indivíduos adultos manifestam com as gerações seguintes podendo ser traduzido em diversas atividades tais como a parentalidade, o ensino, a tutoria bem como em outras onde se procure contribuir com um legado positivo para as gerações vindouras (por exemplo, sendo uma referência para alguém, sentindo-se útil para a sociedade, fazendo trabalho de voluntariado, entre outras). De acordo co o modelo do referido autor, a generatividade é alcançada na meia-idade o que acontece entre os 35-60 anos. O que os estudos têm demonstrado é que os indivíduos generativos apresentam níveis mais elevados de bem-estar subjetivo e de felicidade[2]. Ou seja, os indivíduos generativos procuram o bem-estar dos outros e obtêm bem-estar pessoal derivado dessa procura. A generatividade está também relacionada com a criatividade, a liderança, a solidariedade bem como com níveis mais elevados de empatia e de motivação comunitária [3].

Generatividade e EMAPP, uma relação possível?

Voltando à aula do EMAPP a que me referi no início, será que poderemos levantar a hipótese de que aprender psicologia positiva pode ser um contributo importante para os níveis de generatividade? Na realidade, não tenho a resposta porém, parece-me muito possível que exista uma correlação positiva entre aprender psicologia positiva e a generatividade. Um curso como o EMAPP, tem facilmente o papel de laboratório de experiências pessoais que fomentam o espírito generativo. Será, talvez por isso, possível que a vontade de mudar o mundo, manifestada pelos alunos do EMAPP, resulte de níveis elevados de generatividade ao invés da mera coincidência ou aleatoriedade estatística. Outra evidência retirada do EMAPP, que poderá sustentar a hipótese de relação entre aprender psicologia positiva e generatividade, relaciona-se com os trabalhos de McAdams[4]. Este autor concluiu que os indivíduos com níveis elevados de generatividade produzem histórias de vida de compromisso onde existe uma reconstrução do passado e uma antecipação do futuro e onde acontecimentos negativos são transformados em resultados positivos – narrativas de redenção. Se tivermos em conta uma das actividades de avaliação do EMAPP que consiste na apresentação, pelos alunos, dos seus CV Positivos (uma espécie de histórias autobiográficas apreciativas) podemos inferir que os resultados de McAdams encontram replicação. Com efeito, muitos dos alunos contam histórias que iniciam com alguma adversidade mas que terminam com foco na diferenciação e no compromisso para com as suas vidas e de outros.

Todas as mudanças começam com um primeiro passo

Em resumo, a formação em psicologia positiva, pode não ser suficiente para mudar o mundo, mas parece acumular evidências da sua contribuição para pessoas mais generativas e esse poderá ser o primeiro passo.

Acerca da autora: A Rita é psicóloga em Portugal e trabalha na área da formação profissional. A aprendizagem ao longo da vida é o seu lema. Gosta de ciência e de poesia e de todos os produtos que nascem dessa união. Coleccionadora de detalhes de todo o mundo, gosta de partilhá-los através da escrita e da fotografia.

Notes/ Notas:

* Executive Master of Applied Positive Psychology/ Executive Master em Psicologia Positiva Aplicada

(1) Erikson, E. H. (1963). Childhood and society. New York: Norton.

(2) Emmons, R. Personal goal, Life meaning and virtue: Wellsprongs of a positive life. In Flourishing: Positive psychology and the life well-lived. Keyes, Corey L. M., (Ed), Emory U, Atlanta, GA, US. Haidt, Jonathan, (Ed), U Virginia,Charlottesville, VA, US.

(3) McAdams, D. P., Ruetzel, K., & Foley, J.M. (1986). Complexity and generativity at midlife: Relations among social motives, ego development and adult’s plans for the future. Journal of Personality and Social Psychology, 50, 800-807.

(4) McAdams, D. P., Diamond, A., de St Aubin, E., & Mansfield, E. (1997). Stories of commitment: The psychosocial construction of generative lives. Journal of Personality and Social Psychology, 72, 678-694.

 

‘We Are The Positive Psychology People’

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