In the Name of Awe – the emotion which enhances health, relationships, time and happiness
“Awe”. The word sounds like onomatopoeia for the way we gasp in the face of something overwhelming. Despite breathtaking experiences of amazement and wonder being recurrent in our daily life this universal positive emotion has been neglected by scientists for some time. However that time is now over. Recent findings showcase awe’s originality due to its positive influence on health, well-being and life satisfaction. This as well as highlighting its capacity for expanding time perception, improving social interaction and increasing patience as well as decreasing materialism.
According to Dacher Keltner, PhD, who is a psychology professor at the University of California, Berkeley “awe is the feeling of being in the presence of something vast that transcends your understanding of the world.” Melanie Rudd, a co-author of “Awe Expands People’s Perception of Time, Alters Decision Making, and Enhances Well-Being”, explains we experience this emotion through two essential components: we identify something immense either in size, number complexity or ability and we then need to change our perspective of the world in order to accommodate this vastness.
Awe and Health
While it seems undisputed that negative emotions are associated with poorer health, the role of positive emotions on physical health is just taking its first steps on contemporary research. In the Berkeley Social Interaction Laboratory researchers such as Jennifer Stellar, PhD, and her colleagues have found that positive emotions are linked to lower levels of pro-inflammatory cytokines. “Elevated levels of pro-inflammatory cytokines have been implicated in the onset and progression of numerous chronic diseases including diabetes, cardiovascular disease, and depression.” In their recently published study in the journal Emotion, the Berkeley team found that “awe, measured in two different ways, was the strongest predictor of lower levels of proinflammatory cytokines”, clearly establishing the protective effect of awe not only on our mental but also physical health.
Awe and Time Perception
Rudd’s investigation confirmed that experiencing awe, compared to other states, decreased impatience and caused people to perceive they had more time available. These findings are seen as more relevant as the author establishes a causal relationship between the lack of time to complete all tasks and unwanted effects such as trouble sleeping, stress or difficulties in delaying gratification.
Awe and Social Relationships
Awe has also been connected to an improvement in our social interaction. Keltner explains that “being in the presence of vast things calls forth a more modest, less narcissistic self, which enables greater kindness toward others”.
Rudd’s team also concluded that by neutralising the feeling that time is limited, awe “heightened willingness to volunteer time, accentuated preferences for experiential goods, and lifted satisfaction with life.”
Awe eliciting experiences may be produced many ways in our daily life, whether through a walk in nature, listening to a life story, losing oneself in music or observing a baby’s behavior. According to research, people have an average of three awe moments per week. If we increase our personal average we may not only improve our health, time perception and social skills but also become happier. Through fostering meaning in our life, we can positively respond to Dacher Keltner’s challenge “cultivating awe is part of unlocking the truest sense of life’s purpose”.
For more on this subject go to https://www.calprojectawe.org/ (Project Awe is part of a University of California, Berkeley research project designed to explore the psychology of awe across the globe.)
Rudd, M., Vohs, K. D., Aaker, J. (2012) Awe Expands People’s Perception of Time, Alters Decision Making, and Enhances Well-Being. Psychological Science, 23(10), 1130–1136.
Shiota, M. N., Keltner, D., & Mossman, A. (2007). The nature of awe: Elicitors, appraisals, and effects on self-concept. Cognition & Emotion, 21, 944–963
Stellar, J. E., John-Henderson, N., Anderson, C. L., Gordon, A. M., McNeil, G. D., & Keltner, D. (2015). Positive Affect and Markers of Inflammation: Discrete Positive EmotionsPredict Lower Levels of Inflammatory Cytokines. Emotion. Advance online publication. dx.doi.org/10.1037/emo0000033
Mariana Condesso Mangerão
‘We Are The Positive Psychology People’
Em nome do Awe – a emoção que promove a saúde, as relações, o tempo e a felicidade.
“Awe”. A palavra soa como uma onomatopeia para a forma como suspiramos de espanto perante algo avassalador. (Oh!) Apesar de as experiências de assombro e reverência serem recorrentes no nosso dia-a-dia, esta emoção positiva universal foi, durante muito tempo, negligenciada pelos investigadores. Mas esse tempo parece ter acabado. Investigações recentes indicam que o caracter singular da reverência (o awe) se deve à sua influência positiva na saúde, bem-estar e satisfação com a vida, a sua capacidade de alargar a nossa percepção do tempo, melhorar as nossas interacções sociais, aumentando a nossa paciência ao mesmo tempo que reduz o nosso materialismo.
De acordo com Dacher Keltner, professor de Psicologia na Universidade de Califórnia, em Berkeley, “a reverência é a emoção que experienciamos perante algo imenso, que transcende a nossa compreensão do mundo.” Melanie Rudd, co-autora do estudo “Awe Expands People’s Perception of Time, Alters Decision Making, and Enhances Well-Being”, explica que vivenciamos esta emoção através de duas componentes essenciais: identificamos algo transcendente em tamanho, número, complexidade ou capacidade e temos necessidade de mudar a nossa própria perspectiva do mundo de forma a acomodar esta imensidão.
Reverência e Saúde
Enquanto parece consensual que as emoções negativas estão associadas a uma saúde mais débil, o papel das emoções positivas na saúde física encontra-se ainda numa fase embrionária da investigação contemporânea. No Laboratório de Interacção Social de Berkeley investigadores como Jennifer Stellar e seus colegas descobriram que as emoções positivas estão relacionadas com níveis mais reduzidos de citocinas pro-inflamatórias. “Níveis elevados de citocinas pro-inflamatórias têm sido implicadas no início e evolução de diversas doenças crónicas incluindo diabetes, doenças cardiovasculares e depressão.” No seu estudo recentemente publicado na revista “Emotion”, a equipa de Berkeley descobriu que “a reverência, medida sob duas formas diferentes, foi o preditor mais forte de baixos níveis de citocinas pro-inflamatórias”, assim estabelecendo claramente o efeito protector da emoção da reverência não só na nossa saúde mental, como na física.
Reverência e Percepção Temporal
A investigação de Rudd confirmou que experienciar reverência, quando comparado com outras emoções, diminui a impaciência e conduz as pessoas a percepcionar-se como tendo mais tempo disponível. Estas conclusões são tão mais importantes quando a autora estabelece uma relação causal entre a percepção de escassez de tempo para fazer face às tarefas e problemas de sono, stress ou dificuldades em adiar a gratificação.
Reverência e Relações Sociais
A emoção da reverência também se tem relacionado com a promoção da nossa interacção social. Keltner explica que “estar na presença da imensidão exige um self mais modesto e menos narcísico, o que favorece a generosidade face aos outros”. A equipa de Rudd também concluiu que, na medida em que neutraliza a sensação de que o tempo é limitado, a reverência “aumenta a disponibilidade para o voluntariado, acentua a preferência por bens experienciais em detrimento dos materiais e melhora a satisfação com a vida”.
As experiências de reverência podem assumir formas muito diversificadas no nosso quotidiano, como passear na natureza, ouvir uma história de vida, perder-se ao som de uma música ou observar o comportamento do nosso filho. A investigação avança que temos uma média de três momentos de reverência por semana. Ao melhorarmos a nossa frequência pessoal poderemos não só melhorar a nossa saúde, percepção temporal e competências sociais, mas também tornarmo-nos mais felizes, promovendo o significado na nossa vida, enquanto respondemos ao repto de Dacher Keltner “cultivar a reverência é parte da libertação do mais genuíno sentido da vida. ”
Para aprofundar este assunto consulte o site https://www.calprojectawe.org/ (Project Awe faz parte de um projecto de investigação da Universidade da California, Berkeley, desenhado para explorar a psicologia da reverência pelo mundo inteiro.)
Rudd, M., Vohs, K. D., Aaker, J. (2012) Awe Expands People’s Perception of Time, Alters Decision Making, and Enhances Well-Being. Psychological Science, 23(10), 1130–1136.
Shiota, M. N., Keltner, D., & Mossman, A. (2007). The nature of awe: Elicitors, appraisals, and effects on self-concept. Cognition & Emotion, 21, 944–963
Stellar, J. E., John-Henderson, N., Anderson, C. L., Gordon, A. M., McNeil, G. D., & Keltner, D. (2015). Positive Affect and Markers of Inflammation: Discrete Positive EmotionsPredict Lower Levels of Inflammatory Cytokines. Emotion. Advance online publication. dx.doi.org/10.1037/emo0000033
Mariana Condesso Mangerão