More than a year ago, in this post, I’ve announced that I was going to study resilience in teachers in at-risk contexts in my master’s thesis[1]. I will now share with you the results of this research.

Teachers in at-risk contexts

The study was conducted with a group of teachers who teaches an alternative education program (PIEF). This program is aimed at young people at risk of dropping out of school. One of the most surprising outcomes is that these teachers do not consider that teaching in this program contributes to their occupational stress. This is a surprise, because this is one of those programs that most teachers run away from!

Resilience in Relationships

One of the explanations may lie in the ability of these teachers to trigger a set of resources to respond to the program’s challenges. Among the various resources identified, interpersonal relationships are highlighted, both inside and outside the school. For example, a teacher, referring to a member of the school board, says, “She has helped me a lot, maybe even without realizing the other emotional side I have”. Interpersonal relationships help teachers to remain resilient on a daily basis: “Friends and my family are my balance”, says another.

Cultivating relationships in the school

Cultivating relationships, both at work and elsewhere, thus seems to play an important role in building resilience. Informal contexts, such as the school bar, seem to be particularly good for bringing people together, facilitating, among other things, problem solving: “And as we drink coffee in the bar, we are talking about the class. (…) We are sharing many things about the class and these meetings that happen, sometimes are the most productive ones. “

How to cultivate relationships?

Relationships need to be cultivated daily if we want to maintain or transform them into trusting relationships[2]. Relationships are not immutable, on the contrary, they evolve: they can expand and strengthen or otherwise, become weaker and break. So, how can we keep our relationships healthy? Here are some clues:

  • At work, do you take advantage of “social places” to socialize?
  • Do you celebrate your colleagues’, friends’ and family successes?
  • Do you support your friends in hard times?
  • When a colleague shares a difficulty with you, do you listen carefully?
  • When you are angry with someone do you try to clarify the situation (or do you wait for an apology)?
  • Do you say “Hi!” with a smile, even when you are feeling sad or stressed?
  • Do you keep in touch with your friends and family who are physically farther away?
  • Do you congratulate your friends and family members in their Birthdays?
  • Can you appreciate the strengths of character of your colleagues?
  • Do you show your dearest friends how much you like them?

Finally, a challenge…

If you answered the questions above, you got a sense of what you can do to improve how you relate to others. So, do it! Choose one or two questions which you have answered “no” or “sometimes” and get to work!

Cultivate your relationships: it feels good and you will be promoting your own resilience!

About the author: To find out more about Patrícia Sarmento, please click here.

 

Resiliência e a importância das relações – parte 2

Há pouco mais de um ano atrás, escrevi um post onde expliquei que ia estudar a resiliência em professores em contextos de risco na minha tese de mestrado[1]. Venho então agora partilhar convosco os resultados dessa investigação.

Professores em contextos de risco

O estudo foi realizado com um grupo de professores que leciona um programa chamado PIEF (Programa Integrado de Educação e Formação). Este programa destina-se a jovens em risco de abandono escolar. Um dos resultados mais surpreendentes tem a ver com o facto destes professores não considerarem que lecionar neste programa contribui para o seu stresse ocupacional. Isto surpreende porque este é um daqueles programas que a maioria dos professores foge a sete pés!

A resiliência nas relações

Uma das explicações poderá residir na capacidade destes professores terem conseguido acionar um conjunto de recursos para responder aos desafios do programa. Entre os vários recursos identificados, destacam-se as relações interpessoais, dentro e fora da escola. Por exemplo, uma professora, referindo-se a um elemento da direção da escola, diz: “Ela tem-me ajudado muito, se calhar até nem se dando conta do outro lado emocional que eu tenho.” As relações interpessoais ajudam os professores a manterem-se resilientes no dia-a-dia: “Os amigos e a minha família são o meu equilíbrio”, refere outra.

Cultivando as relações na escola

Cultivar relações, no trabalho e fora dele, parece assim ter um papel importante na construção da resiliência. Os contextos informais, como o bar da escola, parecem ser os que permitem uma maior aproximação das pessoas, facilitando entre outras coisas, a resolução de problemas: “E a beber café no bar, estamos a falar sobre a turma. (…) Estamos a partilhar muitas coisas sobre a turma e essas reuniões que acontecem, às vezes são as mais produtivas”.

Como cultivar as relações?

As relações precisam ser cultivadas diariamente se as queremos manter ou transformar em relações de confiança[2]. As relações não são imutáveis, pelo contrário, evoluem: podem expandir-se e fortalecer-se ou então, enfraquecer e quebrar-se. Como podemos então manter saudáveis os nossos relacionamentos? Eis algumas pistas:

  • No trabalho, aproveita os “locais de convívio” para conviver?
  • Celebra os sucessos dos seus colegas, amigos e familiares?
  • Apoia os seus amigos nos momentos mais difíceis?
  • Quando um colega partilha consigo uma dificuldade, ouve-o com atenção?
  • Quando está zangado com alguém procura resolver a situação (ou espera um pedido de desculpas)?
  • Cumprimenta as pessoas com um sorriso, mesmo nos dias em que se sente mais triste ou stressado?
  • Mantém o contacto com os seus amigos e familiares que estão fisicamente longe?
  • Costuma desejar Feliz Aniversário aos seus amigos e familiares?
  • Consegue apreciar as forças de caráter dos seus colegas?
  • Tem por hábito mostrar às pessoas mais próximas o quanto gosta delas?

Por fim, um desafio…

Se foi respondendo às questões acima, ficou com uma noção daquilo que pode trabalhar para melhorar a forma como se relaciona com os outros. Então, faça-o! Escolha uma ou duas questões às quais tenha respondido “não” ou “às vezes” e mãos à obra!
Cultive as suas relações: sabe bem e estará a promover a sua própria resiliência!

Bibliography (Bibliografia):
1) Sarmento, P. L. M. (2017). Professores em contextos de risco. Estudo exploratório do papel das relações na resiliência de professores do Programa Integrado de Educação e Formação (PIEF). (Tese de Mestrado não publicada). Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade de Lisboa.
2) Solomon, R. C., & Flores, F. (2001). Building trust in business, politics, relationships and life. New York: Oxford University Press.

Sobre a autora: Patrícia é psicóloga educacional e comunitária e formadora.
(Agora na primeira pessoa,) adoro passar bons momentos com a minha família e os meus amigos, divertindo-os. O melhor elogio que já ouvi foi do meu avô, que me disse uma vez que eu era a “alegria da casa!” Adoro motivar e inspirar as pessoas com quem trabalho e sinto-me grata quando ajudo alguém a ter um momento “Eureka”!
[email protected] | https://pt.linkedin.com/pub/patrícia-sarmento/23/212/b40 | www.desenformar.com

 

‘We Are The Positive Psychology People’

Read Similar Posts

Share This