Resilience was the most researched word in 2015 in the online dictionary Priberam[1] both by the Portuguese and Brazilian users. This clearly shows the curiosity that the concept is causing in people from Lusophone-speaking countries.

Resilience can be understood as “the human capacity to deal with, overcome, learn from, or even been transformed by the experiences of adversity”[2].

Crossing paths with resilience…

My curiosity about resilience was triggered several years ago when I was working with young people in vulnerable communities; was felt after a very adverse experience in 2014; studied 6 months later in the Executive Master of Applied Positive Psychology and is now being explored as part of my master’s thesis on resilience in teachers that work with students with school failure, truancy and dropout.

And why has “resilience” become so important in my life?

As the writer and poet Maya Angelou, I believe that “words are things” and, if on one hand they have the power to hurt others, on the other hand they can be enablers. Words such as “resilience” can be a counterweight to others such as “risk”, “adversity”, “stress” or “trauma”. They can help us reframe and restructure our life experiences, rescuing us from the burden of negative labels.

Resilience in teachers

Going back to my thesis project on teacher resilience, I want to explore the influence of relationships in its construction. Suniya Luthar[3] says “resilience rests, fundamentally, on relationships”.

The relationships that teachers establish daily with their students; colleagues and other professionals; with their friends and family contain an amazing potential for the daily construction of their resilience[4,5].

But how? The main goal of my project is to understand and explore how relationships established by teachers who work in at-risk contexts contribute to their resilience, preventing stress. On this subject I will hopefully have more to say by the end of the year.

A personal note on resilience and relationships

Soon, very soon, I will become mother of a baby boy. By the time you read this post, Miguel will probably already be born!

Besides opening a new chapter in our lives, his birth will be the result of my own resilience and his father’s, but also of all the family and friends who have accompanied and supported us in this journey which started much longer than the usual 9 months.

To them I dedicate this post. Thank you!

About the author: Patrícia is an educational and community psychologist and a trainer.

I love to spend good times with family and friends and to amuse them! The best compliment I’ve ever heard was from my grandfather that once told me I was “the joy of the family”! I love to motivate and inspire the people I work with and I feel grateful when I help someone to have an “Aha” moment!

[email protected] | https://pt.linkedin.com/pub/patrícia-sarmento/23/212/b40 | www.desenformar.com

Resiliência e a importância das relações

Resiliência foi a palavra mais pesquisada em 2015 pelos utilizadores portugueses e brasileiros no dicionário online Priberam[1]. Isto mostra bem a curiosidade que o conceito está a despertar nas pessoas de países de língua lusófona.

A resiliência pode ser entendida como “a capacidade humana para lidar, superar, aprender ou mesmo ser transformado pelas experiências de adversidade” [2].

Cruzando caminhos com a resiliência…

A minha curiosidade em relação à resiliência foi despertada há já alguns anos ao trabalhar com jovens em contextos vulneráveis; vivenciada após uma experiência bastante adversa em 2014; estudada 6 meses depois no âmbito do Executive Master em Psicologia Positiva Aplicada e está agora a ser explorada no âmbito da minha tese de mestrado sobre resiliência em professores que trabalham com alunos com insucesso, absentismo e abandono escolar.

E porque é que a “resiliência” se tornou tão importante na minha vida?

Tal como a escritora e poeta Maya Angelou, acredito que “as palavras são coisas” e, se por um lado elas têm o poder de magoar, por outro podem ser capacitadoras. Palavras como “resiliência” podem ser um contrapeso para outras como “risco”, “adversidade”, “stress” ou “trauma”. Podem ajudar-nos a reenquadrar e reestruturar as nossas experiências de vida, resgatando-nos do peso de rótulos

Resiliência em Professores

Voltando ao meu projeto sobre resiliência em professores, pretendo explorar a influência das relações na construção da mesma. Suniya Luthar[3] afirma “a resiliência assenta, fundamentalmente, nas relações”.

As relações que os professores estabelecem diariamente com os alunos; com colegas e outros profissionais; com amigos e familiares encerram um potencial incrível para a construção diária da sua resiliência[4,5].

Mas como? O principal objetivo do meu projeto é compreender e explorar de que forma as relações estabelecidas por professores que trabalham em contextos de risco contribuem para a sua resiliência, prevenindo o stresse. Sobre este assunto espero ter mais novidades para partilhar no final do ano.

Uma nota pessoal sobre resiliência e relações

Para breve, muito breve, irei tornar-me mãe de um menino. Quando lerem este post, provavelmente o Miguel já terá nascido!

Para além de abrir um novo capítulo nas nossas vidas, o seu nascimento será o resultado da minha resiliência e da do seu pai, mas também de todos os familiares e amigos que nos acompanharam e apoiaram nesta viagem iniciada há muito mais tempo do que os habituais 9 meses.

A eles dedico este post. Obrigada!

Links and Bibliography (Links e Bibliografia):

[1] http://ptjornal.com/resiliencia-foi-a-palavra-mais-pesquisada-em-2015-62111.

[2] Grotberg, E.H. (1995). A guide to promoting resilience in children: Strengthening the human spirit. The Hague, Netherlands: The Bernard van Leer Foundation.

[3] Luthar, S. (2006). Resilience in development: A synthesis of research across five decades. Em D. Cicchetti & D. Cohen (Eds.), Developmental Psychopathology: Risk, disorder, and adaptation. New York: Wiley, pp. 740-795

[4] Gu, Q. (2014). The role of relational resilience in teachers’ career-long commitment and effectiveness. Teachers and Teaching, 20(5): 502-529.

[5] Papatraianou, L. H. e Le Cornu, R. (2014). Problematising the Role of Personal and Professional Relationships in Early Career Teacher Resilience. Australian Journal of Teacher Education, 39(1): 100-116

Sobre a autora: Patrícia é psicóloga educacional e comunitária e formadora.

(Agora na primeira pessoa,) adoro passar bons momentos com a minha família e os meus amigos, divertindo-os. O melhor elogio que já ouvi foi do meu avô, que me disse uma vez que eu era a “alegria da casa!” Adoro motivar e inspirar as pessoas com quem trabalho e sinto-me grata quando ajudo alguém a ter um momento “Eureka”!

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‘We Are The Positive Psychology People’

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